Quais são as principais tendências de mobilidade urbana vistas no Brasil

A questão da mobilidade urbana tem ganhado cada vez mais espaço e importância nas discussões sobre urbanismo, seja no Brasil ou no resto do mundo. Essa é uma questão que passa por vários âmbitos, de políticas públicas de transporte a questões econômicas e ecológicas.

Com tanta discussão, algumas soluções começaram a aparecer vindas dos vários lados do argumento. Enquanto alguns lugares aparecem como referências mundiais no assunto, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente para resolver seus problemas.

Neste texto vamos ver algumas das tendências que já podem ser vistas nos grandes centros, incluindo aqui em Goiânia, assim como previsões para o que o futuro da mobilidade urbana reserva para nós. Boa leitura!

Aluguel de bicicletas

Uma das tendências mais visíveis é, mesmo para quem não procura saber, é o aluguel de bicicletas. Já há alguns anos é possível encontrar, espalhados pelos grandes centros, bicicletários nos quais é possível alugar uma bicicleta por meio de um aplicativo de celular. Em muitos casos, essa iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo e uma empresa privada.

A bicicleta é um meio de transporte alternativo ao carro que não polui e que ocupa menos espaço. Assim, ao utilizar uma bicicleta como principal meio de transporte, o usuário evita o trânsito e diminui seu impacto no efeito estufa. Em Amsterdã, uma das referências mundiais de mobilidade urbana, mais de 50% da população já adere a esse modelo.

Enquanto o serviço já aparece em várias cidades brasileiras, ainda há obstáculos para que seu uso como principal meio de transporte seja amplamente difundido, como a falta de ciclovias ou a baixa qualidade das existentes, e a necessidade de espaços para banho dos funcionários nas empresas.

Em Goiânia, o projeto GynDeBike oferece esse serviço, fruto de uma parceria entre a Unimed e a prefeitura. O projeto tem crescido na capital, mostrando o interesse da população em opções alternativas de transporte.

Nova relação com a posse de veículos

Outra tendência bastante difundida pelo Brasil é o questionamento da posse de veículos. Com o aumento do trânsito e dos custos de estacionamento, o surgimento de aplicativos, como Uber e Lady Driver, e a diminuição das tarifas de táxi, muitas pessoas começaram a questionar a real necessidade de se ter um veículo próprio.

Os aplicativos citados tornam possível o encontro de motoristas e passageiros de maneira prática e a um custo reduzido. Assim, utilizar meios alternativos de transporte para o dia a dia e esses serviços apenas para ocasiões específicas acaba se tornando uma opção economicamente mais viável.

Em alguns casos, esse questionamento dá um passo à frente, com aplicativos que permitem o compartilhamento de veículos pessoais, como o Moobie e o Waze Carpool. Às vezes, as próprias empresas incentivam seus funcionários a compartilharem veículos criando aplicativos internos.

O maior desafio que essa tendência encontra no Brasil é a questão da violência, já que é necessária uma certa confiança no sistema utilizado e nas pessoas envolvidas para se fazer uso de tais opções.

Cidades inteligentes

O conceito de cidades inteligentes, ou smart cities, se refere a projetos urbanísticos com foco em novas tecnologias e coleta de dados, principalmente por meio da IoT, ou Internet das Coisas (Internet of Things, em inglês).

Esses projetos podem ser no âmbito público, como aqueles que utilizam o urbanismo baseado em dados (Data Driven Urbanism) para o planejamento urbano, ou em âmbito privado, como o aplicativo de celular Waze, que monitora o trânsito e permite ao usuário escolher a melhor rota para chegar ao seu destino.

Enquanto as iniciativas privadas são mais visíveis para o público, sua aplicação no âmbito governamental tem grande potencial de impacto ao ajudar a planejar infraestruturas de mobilidade urbana mais eficientes utilizando os dados coletados.

Desse modo, é possível fazer um melhor uso e organização de iniciativas, como as vias exclusivas para o transporte coletivo que estão sendo implementadas aqui na capital goiana, ao saber exatamente os trechos em que elas são mais necessárias.

Carros elétricos

Trata-se de uma tendência mais voltada para a solução de problemas relacionados à sustentabilidade, como a emissão de gás carbônico e a dependência mundial de combustíveis fósseis.

Esses veículos funcionam usando energia elétrica estocada em uma bateria em vez do motor convencional a combustão. A maioria delas é carregada em tomadas comuns ou pontos especiais de recarga expressa em locais públicos ou lojas de conveniência.

Cada vez mais as montadoras procuram investir em modelos que possam se comparar em potência aos veículos movidos a combustão. Já existem alguns modelos circulando, mas ainda não em um número significativo.

Esse investimento não se aplica apenas a carros particulares, mas também ao transporte público, como trens e ônibus elétricos, bem como o VLT, que será implementado em Goiânia. Além de reduzir as emissões de CO², esses projetos visam diminuir o número de veículos individuais, oferecendo uma alternativa rápida para aqueles que são beneficiados pela rota dos transportes em questão.

Integração de serviços e sistemas autônomos

O que todas essas tendências apontam é para um futuro cada vez mais integrado, com a adição de uma nova tendência que está fazendo cada vez mais parte do nosso dia a dia, mesmo que você não perceba: a inteligência artificial (IA).

Integrando os dados coletados por dispositivos conectados em rede, como carros, celulares, semáforos, entre outros, a uma inteligência artificial, seria possível criar um sistema que coordenasse autonomamente a cidade, mobilizando os recursos necessários para o seu melhor funcionamento.

Enquanto veículos (e casas) autônomos já existem, é preciso rever as legislações e infraestrutura para que eles possam se tornar corriqueiros. Depois disso, o próximo passo seria um sistema que os integre à malha de dados da cidade inteligente.

A questão da mobilidade urbana não é algo que pode ser resolvido de maneira definitiva, com a população das cidades aumentando cada vez mais. Entretanto, essas tendências mostram um caminho possível de se seguir e no qual Goiânia está procurando investir, seja com bicicletas, o VLT ou faixas exclusivas para o transporte público.

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Cinq Desenvolvimento Imobiliário

Comment (1)

  1. Entenda o que é caminhabilidade e como ela funciona – Cinq Desenvolvimento Imobiliario
    23/11/2023

    […] disso, outras cidades passaram a enxergar a caminhabilidade como uma solução de mobilidade nas grandes metrópoles, fazendo com que aumentasse ainda mais a qualidade de vida das pessoas. […]

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